LUZES

(Altos – Piauí)

luzes

1997. Cidade de Altos. Noite do dia 31 de dezembro. O jovem casal Lucio e Djacira Vieira saem de casa acompanhados de um casal de amigos. O destino era a cidade de Alto Longá, onde iriam passar a virada de ano. No rádio do carro, músicas festivas alegravam os passageiros que estavam ansiosos para chegar à festa. Na saída da cidade de Altos, inicia um prenúncio de chuva. Raios e trovões começam a rebentar nos céus.

Logo que deixam a cidade, o carro apresenta perda de força e pára, sendo que após alguns minutos volta a funcionar como se nunca tivesse apresentado qualquer problema. Na estrada, há um trecho conhecido por “corte”, que nada mais é que um morro que foi cortado ao meio para permitir a passagem da estrada à época em que esta foi construída. Quando chegam a esse local, Lúcio e Djacira, que ocupavam os assentos dianteiros do carro, percebem, vindo de trás, uma enorme luminosidade.

Em um primeiro momento acreditam se tratar de algum veículo que os acompanhava com o farol alto. Mas logo percebem que o casal de amigos que ocupava o banco traseiro do carro estava aterrorizado. É quando se dão conta de que estão sendo seguidos por um enorme globo de luz que oscilava sua cor entre luz amarela, azul e branca.

Todos, então, são tomados por um pânico imediato. Lúcio, que guiava o carro, pisa fundo no acelerador, enquanto os demais passageiros aterrorizados mandam ele correr mais, pois o globo de luz estaria a acompanhá-los. Longos minutos depois vêm ao longe a iluminação do Restaurante Mão Cheinha que ficava na estrada. Deram graças aos céus quando perceberam que o local ainda estava aberto, inclusive havendo clientes no local. À medida em que se aproximavam do restaurante, a luz parecia ficar cada vez mais para trás, de modo que entenderam que ela havia desistido da perseguição.

Ao chegarem no restaurante desceram todos apavorados e contaram o ocorrido. As pessoas inicialmente riram e mostraram-se descrentes. Mas ao perceberem que eles estavam realmente assustados, um dos presentes disse que estava indo também para Alto Longá e que, se quisessem, poderiam acompanhá-lo, que iriam os dois carros na estrada.

Diante disso, tomaram coragem e seguiram viagem. Todavia, o carro que seguiam corria muito, de modo que tornou-se difícil acompanhá-lo, ao que se viram sozinhos na estrada novamente. Ainda estavam eufóricos, perguntando-se o que teria sido aquilo, quando chegam à localidade Estaca Zero, onde dobram rumo à Alto Longá. Após uns cinco minutos, notaram que, à direita do carro, em um terreno que margeava o caminho, havia um grande amontoado de pedras, dessas usadas para construção e, por detrás dela, uma forte luminosidade.

De repente, perceberam que a luminosidade atravessou o monte de pedra, mostrando-se intangível. Era a luz que tinham visto mais atrás e que agora havia se dividido em oito bolas menores.

Lúcio pisou fundo no acelerador mas, por mais que corresse, as bolas os acompanhavam a imensa velocidade. Posicionaram-se quatro de um lado do carro e quatro do outro lado. O medo era imenso e Djacira pedia cautela a Lúcio pois temia que, com algum susto, àquela velocidade, pudesse capotar o carro. Por vezes, as luzes trocavam de lugar, saltando sobre o capô, umas de um lado para o outro, seguindo longo tempo nessa dança em constante zigue-zague e sempre acompanhando o carro.

Os passageiros do carro mostravam-se aterrorizados. Continuaram assim até que avistaram os primeiros postes de energia elétrica a iluminar a entrada da cidade de Alto Longá, de modo que perceberam que, novamente, as luzes haviam ficado para trás.

Quando chegaram na festa de Reveillon, a banda musical fazia a contagem regressiva para a chegada do ano novo. Entraram. Todos se abraçavam em votos de felicidade à chegada do ano novo. Os quatro viajantes, contudo, mostraram-se tão abatidos que não permaneceram na festa por mais que alguns minutos.

Auto Escola LuzesRetornaram à cidade de Altos muito abalados com o que lhes ocorrera, contando aos conhecidos o ocorrido. O fato, inclusive, teria sido noticiado pela imprensa local. Tempos depois Lúcio e Djacira conseguiram montar um negócio ao qual resolveram batizar em homenagem às tais luzes: era a auto-escola Luzes.

Essa, contudo, não é a única história de aparição de luzes na região do corte. O senhor Cícero Cefa, já idoso, conta que tempos atrás, antes mesmo antes de Lúcio e Djacira terem visto tais luzes, trafegava a cavalo na estrada quando, ao chegar nas proximidades do local conhecido por “corte” avistou um globo de luz voando a baixa altura que iniciou perseguição à sua pessoa. Ao perceber que não conseguiria fugir daquilo a cavalo, teria sacado de uma faca afim de enfrentar a entidade, ao que percebeu que era impossível feri-la. Após alguns minutos degladiando-se em vão com o globo de luz, o mesmo teria recuado e ido embora, deixando um inerte, pasmo e aliviado Cícero na estrada, que, após alguns minutos abismado com o que ocorrera, seguiu viagem.

17362081_1842094026051594_5459200578325577442_n

Rogélio, um evangélico altoense, afirma que uma noite saiu da comunidade pé da ladeira com destino a Altos, quando percebeu que uma luz o seguia até perto do Restaurante Mão Cheinha. Inicialmente pensou ser um carro ou uma moto. Ele vinha sozinho na estrada quando, de repente, a luz sumiu. Agradeceu a Deus e saindo da estrada de piçarra entrou no asfalto, momento em que percebeu que a luz não mais estava lhe seguindo por trás, mas estava agora ao seu lado, só que voando. Era uma luz branca, maior do que uma antena parabólica. Ficou assustado e tentou acelerar a moto, mas parecia que não saía do lugar. Quando se aproximava da cidade de Altos, a luz desapareceu.

Meu sogro, Luiz Pia, falecido aos 94 anos há cerca de quatro anos, contava, quando vivo, que uma vez teria visto a tal luz em companhia de sua esposa Dona Alzira. Vinham spicatransitando na região em que aparecem as luzes muito tempo atrás quando viram aquela enorme bola de luz flutuando à sua frente. Ficaram com tanto medo que correram para dentro de um matagal próximo. Dentro do matagal, havia algo como que um buraco, onde se jogaram e ficaram escondidos entre o mato por um bom tempo. Dizia ele que ainda viu a luz flutuando acima deles pra lá e pra cá, como que procurando por eles. Depois de um tempo, a luz teria desistido de encontrá-los e ido embora, quando saíram de lá e apressaram o passo até chegarem a seu destino.

Moradores da região também contam histórias fantásticas. A dona Maria José da Silva, conhecida como Mazé, relata que uma noite estava deitada em uma rede próxima à do esposo no alpendre da casa, onde resolveram dormir por causa do calor, quando avistou luzes intensas bem à frente de seus olhos.

“Eu vi e fiquei parada. Aí a coisa subiu novamente, muito claro, aí foi que eu chamei meu marido e disse para ele que se não fosse este pau bem aqui não ia dar conta de mim. A ‘coisa’ não veio até onde eu tava por causa da viga”, relata apontando que a viga que dá sustentação ao alpendre foi quem impediu as luzes de adentrar até onde ela estava. Conta que eram duas luzes: “uma luz azulzinha e outra vermelha da cor de fogo. Tinha o formato de uma antena parabólica, talvez um pouco maior”.

Segundo ela, as luzes irradiavam um frio intenso. Conta que desmaiou por um breve instante e, quando abriu os olhos,as luzes já estavam bem estrela-supergigante-vermelhaaltas, partindo para longe. Tudo isso teria ocorrido enquanto seu marido dormia e que ela o acordou dizendo que se eles a tivessem levado ele nunca mais a veria. Depois disso, Mazé e seu esposo nunca mais dormiram fora de casa. Ela relatou ainda que muitos moradores próximos teriam avistado as luzes.

O agricultor Manoel Messias de Araújo, residente na localidade rural Bom Nome, afirma que anos atrás estava na Serra da Barra do Coco quando avistou três objetos iluminados. “Duas menores e uma maior. Eu estava a uns dois quilômetros de distância de onde elas desceram e alumiaram até onde eu estava.” Os objetos eram redondos e ficavam parados no ar, iluminando o chão e fazendo um barulho leve, “como se fosse um motor sofisticado.” Informou ele que as luzes geralmente aparecem “Nos meses de setembro até dezembro, quando a chuva fica escassa, predomina a seca.”

FONTES:

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

Acima ↑

VEJA.com

Notícias sobre política, economia, celebridades, mundo e esportes. Coberturas e reportagens especiais em TVEJA.

Me desculpem, não foi de propósito!

Devaneios irreais sobre uma vida real.

O FOLCLORE BRASILEIRO

O Folclore é uma das nossas mais importantes culturas. Vamos manter a tradição, cultivá-la, divulgá-la, usufruí-la etc.

Se Conto Ninguém Acredita

Histórias de um Subconsciente Pouco Convencional

Colecionador de Sacis

Desde 2015 tirando o folclore da garrafa

Raiz Cultural

Consolidando Cultura Piauiense

Causos Assustadores do Piauí

Mitos, visagens, lendas, ovnis, ets, fenômenos e causos assombrosos do Piauí

WordPress.com em Português (Brasil)

As últimas notícias do WordPress.com e da comunidade WordPress

%d blogueiros gostam disto: