UM PEDIDO DE AJUDA

(Altos – Piauí)

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Ilustração: Douglas Viana

Em 13 de julho de 1957, BR 343, próximo da cidade de Altos, um ônibus da empresa Marimbá que ia de Teresina a Parnaíba, colidiu frontalmente com um caminhão carregado de madeira que vinha em sentido oposto, ocasião em que 27 pessoas morreram de imediato e outros tantos ficaram gravemente feridos, sendo que, mais tarde, o número de mortos chegou a 33.

Tamanho foi o martírio das vítimas que, à época, houve comoção em todo o Piauí, e, depois, construíram um monumento no local do acidente em homenagem às vítimas, que se transformou em lugar de peregrinação, pois o povo da região passou a ter tais almas como milagrosas.

Desde então, houveram inúmeros relatos de avistamento de espíritos no local ou relacionados a ele (inclusive alguns já contados aqui, como os textos da “Caronista do Desastre”, “A Lenda do Mecânico Fantasma” e “Promessa é dívida”).

Um caso, que me foi relatado por Roberta Alves, técnica em enfermagem do Hospital Municipal de Altos, dá conta de um caso, no mínimo, intrigante. Conta ela que, cerca de uma década atrás, estava de plantão no hospital de Altos quando, por volta das 18 horas, chega um carro e logo seus ocupantes descem do veículo desesperados a pedir ajuda. Ao falarem com funcionários do hospital narram uma história fantástica.

Disseram estar viajando de Teresina a Parnaíba quando, passando na região em que fica o monumento às vítimas do desastre, perceberam que, no asfalto da rodovia, havia enorme quantidade de pessoas feridas, desmaiadas, sangrando, chorando, gritando e pedindo por socorro.

A mulher estava completamente desesperada e dizia que o hospital deveria mandar socorro urgente ao local. Ninguém conseguiria fingir aquela reação. Estavam, de fato, muito nervosos.

17888966_278128345944875_311744696_nDiante desse quadro, rapidamente Roberta e o motorista da ambulância partem a alta velocidade em socorro dos feridos. No caminho, imaginam o que iriam encontrar, comportando-se de forma apreensiva e preocupada. Para sua surpresa, ao chegarem no local, nada encontram de anormal. Não havia ali as pessoas feridas, machucadas, sangrando e implorando por ajuda, como havia dito o casal. “Mas eles não pareciam estar mentindo”, pensa a enfermeira.

Resolvem abordar uma pessoa que passava pelo local e perguntam se sabia de algum acidente na região e esta lhes diz que nada havia acontecido por ali. Roberta lembra-se do acidente que havia acontecido décadas antes e, nesse momento, sente um arrepio percorrer seu corpo. Lembra dos relatos de assombração no local. Sente-se nervosa e assustada. Chega a tremer de medo. Ainda sem entender o que havia acontecido, Roberta e o motorista resolvem voltar ao Hospital, onde já aguardavam os feridos que nunca encontraram.

Roberta conta que até hoje não conseguiu entender o que aconteceu, mas para ela não há a menor condição de afirmar que o casal estava mentindo e acredita que o que eles viram eram as almas das vítimas do desastre, razão pela qual diz que sente muito medo ao lembrar do ocorrido.

FONTE:

  • relato oral de Roberta Alves, técnica em enfermagem que trabalha no Instituto de Saúde José Gil Barbosa, Hospital Municipal de Altos – Piauí.

TEXTO: José Gil Barbosa Terceiro

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