ASSOMBRAÇÕES NO HOSPITAL JOSÉ GIL BARBOSA

(Altos, Piauí)

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O hospital municipal de Altos, Piauí, Instituto de Saúde José Gil Barbosa, foi fundado em 12 de outubro de 1984. De lá para cá já foi reformado e ampliado, mas continua a ser o único hospital da cidade. Por lá passam doentes, acidentados, feridos e pessoas que precisam de todo tipo de cuidados de saúde. Como não poderia deixar de ser, como em todo hospital, volta e meia alguém vem a óbito por ali. Ao longo de mais de três décadas de existência, com toda a certeza, uma boa quantidade de pacientes já partiram dessa para uma melhor nas dependências daquele hospital.

20179745_1892830190954956_1721388835_nÀ noite, o lugar fica com um ar assustador: corredores desertos  dão um ar assustador a quem caminha por ali no silêncio da noite. Como em todo hospital, o de Altos não é exceção. Ali se contam inúmeras histórias de fenômenos que só podem encontrar uma explicação em entidades que não mais fazem parte desse mundo.

Algumas pessoas não acreditam que desencarnaram e permanecem presas no mundo material. Outras permanecem por terem dedicado tanto tempo aos prazeres materiais que não conseguem abdicar deles. Outros sofrem mortes tão abruptas que nem sequer sabem que morreram e por isso continuam vagando pela face da Terra. O que dizem é que em hospitais podem ser encontrados todos os tipos de espíritos errantes que não seguiram para o outro mundo.

Bom, isso tudo é o que dizem e eu não sei bem se é verdade, até porque eu nunca morri para saber pelo que passamos após a morte. O certo é que hospitais parecem ser um dos locais preferidos por espíritos errantes e pelo que se conta do hospital de Altos, o local obedece à regra.

Dizem que por mais de uma vez, tarde da noite, quando o zelador está recolhendo o lixo, este servidor já deu de cara com um cachorro nos corredores, sempre ao lado do necrotério, mas sempre que tenta expulsar o animal das dependências do hospital, o bicho simplesmente desaparece, e o zelador, assustado, sai dali às pressas, todo arrepiado.

20179746_1892830117621630_1311663339_nLúcia Andrade, que trabalha no hospital, afirmou que um dia desses caminhava pela casa de saúde à noite, quando, de repente, ouviu o choro de um bebê. Pensou que talvez alguma criança pudesse ter nascido ali antes de seu plantão, mas afirma ter procurado em todos os leitos e não encontrou nenhuma criança. Ela conta que não foi a única a ouvir, pois, segundo ela, alguns médicos já teriam escutado o choro dessa criança invisível.

Afirmou ainda que um dia foi sozinha à cozinha do prédio para fazer um lanche e, ao entrar ali, a porta se fechou sozinha, sem que houvesse qualquer vento. Como se não fosse o bastante, o ventilador daquele cômodo, que estava desligado, começou a funcionar sozinho, o que fez com que a moça, toda arrepiada, recolhesse o seu lanche e saísse dali em disparada.

Disse também que algumas colegas que com ela trabalham ali já viram pessoas que falam com elas como se fossem pacientes, mas que desaparecem misteriosamente quando as moças as procuram para prestar atendimento, sem que ninguém diga ter visto alguém sair. Por fim, ela disse já ter ouvido relatos de pacientes que reclamavam que os defuntos que morreram no leito hospitalar em que se encontravam, diziam estar sendo incomodados por espíritos que pediam que se retirassem dali, porque a cama era deles.

Uma outra funcionária do hospital, Roberta Alves, que trabalha durante o dia, confessou-me já ter ouvido várias dessas histórias através de suas colegas no turno da noite que ao visitarem os leitos no meio da noite sempre andam juntas, por terem muito medo de fazer medicações sozinhas.

Sinceramente eu queria dizer que não acredito, mas isso não seria verdade. É que há mais coisas entre o céu e a terra do que pode supor nossa vã filosofia. Histórias de assombrações em hospitais são constantes e por mais que nem todas sejam verdade, algumas são bem verossímeis dadas as circunstâncias.

É quase certo que um lugar em que tanta gente morreu de formas tão diversas apresente, de fato, manifestações espirituais desse tipo. Nem tudo que existe se apresenta diante de nossos olhos. É como diz Éxupery, “o essencial é invisível aos olhos”. E outras coisas também.

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REFERÊNCIAS

TEXTO / FOTOS: JOSÉ GIL BARBOSA TERCEIRO

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