CAUSO DE PESCADOR

A localidade Estaca Zero fica na zona rural do município de Coivaras, fazendo fronteira com a cidade de Pau D’Arco, às margens da estrada que liga Altos a Beneditinos. Por ali existem alguns riachos que as pessoas costumam utilizar para pescaria. Essa história, ocorrida em uma dessas pescarias, aconteceu com meu falecido sogro, o famoso “Luiz Pia” e nos é contada por sua filha CatSeine. Leia o causo e descubra que nunca, nem em uma pescaria no meio do mato, você está sozinho!!!

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“Hoje eu lembrei de uma historia que meu pai contou pra gente, na verdade ele contava muitas, mas só conto as que consigo lembrar do início ao fim. Pois bem, meu pai saiu à noite pra pescar num riacho lá pras bandas da Estaca Zero, sentido Beneditinos. Nesta noite, ele foi com um amigo dele e, ao chegar na beira do riacho, resolveram ficar um pouco distantes um do outro pra ter espaço pra jogar as tarrafas.

Depois que jogaram as tarrafas, meu pai pegou o anzol e foi pra mais longe ainda do amigo. Sentou, fez um cigarro de fumo saci e lá ficou… Passado um tempo, ele ouviu atrás dele, a pessoa perguntar: “Tá fraco pra peixe hoje, Luiz?”

Meu pai, achando que era o amigo dele, respondeu dizendo que sim e continuou falando com a pessoa… Daí meu pai perguntou: “E lá do teu lado, tá melhor? Já pegou alguma coisa?” Nesse instante, a voz respondeu com um som como se tivesse batendo freneticamente com a mão na garganta: “No tempo que eu era vivo, aqui tinha muitos peixes…”

Meu pai se arrepiou e gritou pelo amigo: “Jacinto??” E o amigo dele respondeu imediatamente há uns vinte metros de distância: “Pára de gritar, Luiz?! Vai acabar espantando os peixes!” Meu pai saiu em disparada pra lá e perguntou se o amigo tinha visto alguém, no que ele respondeu que não. Que nem viu e nem saiu do lugar que estava. Meu pai contou a ele o ocorrido e os dois saíram correndo de lá deixando as tarrafas pra pegar no dia seguinte.

O engraçado é que meu pai correu tanto por entre os matos que alguma coisa fincou se em seu rosto e ele só sentiu um leve ardor, mas, quando chegou no caminho aberto e parou pra ver, tinha um filhote de cobra verde grudada na bochecha dele pelos dentes! Tadinho do meu pai…”

Texto: CatSeine

Ilustração: Douglas Viana

Introdução ao causo: José Gil Barbosa Terceiro

 

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