Monitoramento ufológico em Pau d’arco do Piauí

No ano de 2007, o Município de Pau D’Arco do Piauí recebeu os pesquisadores da UPUPI (União de Pesquisas Ufológicas do Piauí). Da experiência ali vivenciada, os pesquisadores redigiram o artigo abaixo, publicado em seu site, narrando a visita. Figuras conhecidas da cidade de Pau D’Arco interagiram com os pesquisadores e narraram episódios curiosos. Foram duas as visitas: uma primeira à Localidade Castelete e ao Rio Gameleira, onde produziram os vídeos abaixo:

(1ª Parte do vídeo)

_______________________________

(2ª parte do vídeo)

Dessa primeira visita foi produzido o seguinte texto no site da UPUPI:

“Entre o céu e a Terra”: Aparições Marianas e ufológicas no Piauí

Por Flávio Tobler*

 

1. Localidade Castelete: Símbolo de religiosidade

 

Ao longo desses anos que o grupo UPUPI vem pesquisando supostas atividades ufológicas no interior do Piauí, deparamos com um cenário tipicamente conhecido pela maioria dos que apreciam o fenômeno. Geralmente as manifestações procuram seguir certas semelhanças de acordo com o nível de contato. Acontece também que em alguns fatos investigados pelos pesquisadores que se dedicam a essa área, muitos se deparam com aparições que tendem a encaixar-se dentro de parâmetros tipicamente religiosos. Levando muitos ufólogos a certos questionamentos. Ampliando mais ainda o caráter misterioso dos supostos ufos ou óvnis.
Podemos admitir que em certos casos a religiosidade e a ufologia estão intimamente “entrelaçadas”, talvez ocasionada pelos erros de interpretação ou manipulações psicológicas que ganham consistência com o passar do tempo. Há também outras possibilidades que parece indicar unicamente apenas um tipo de fenômeno e que se torna mascarado pelo outro. Mas se os dois estiverem ocorrendo simultaneamente, então o assunto ganha volume e abre um leque de inigualáveis suposições. Haverá sempre a necessidade do investigador (es) não cair na teia discursiva dos populares, procurando aprofundar-se gradativamente, arquivando os depoimentos para conclusões posteriores.

Dentro desta ótica e procurando entender como se comporta a fenomenologia ufológica em nosso Estado (Piauí), resolvemos conhecer uma localidade conhecida como Castelete que fica próxima do município de Pau d´arco do Piauí. O local é de peregrinação religiosa, onde alguns moradores locais no passado tiveram encontros com as chamadas Aparições marianas. Tínhamos informação que na região também se manifestava atividades ufológicas, e essa diversidade de ocorrências despertaram nosso interesse para um campo de investigação inusitado. Essa dualidade envolvendo religiosidade e ufologia instigou-nos a vivenciar in loco o relacionamento da comunidade com este duplo fenômeno.
 Estivemos naquela localidade na tarde de sábado, 02 de junho de 2007. O percurso é feito com certa tranqüilidade (asfalto), e o tempo de deslocamento da capital (Teresina) não ultrapassa uma hora e meia (70 Km aprox.). Ao chegar no município de Altos, no primeiro sinal de trânsito dobra-se à direita, seguindo uma estrada pavimentada (PI) ligando aos municípios de Alto Longá e Beneditinos. Quando se cruza uma bifurcação a uns vinte quilômetros aproximadamente, segue a estrada da direita. Em poucos minutos chega-se ao referido lugar.  
No trajeto, pode-se observar após os limites rurais do município de Altos, que a natureza caprichou em suas formações geológicas e geomorfológicas.Visualizam-se também muitos morros, e estas características estimulam nossos pensamentos na tentativa de encontrar respostas dentro da nossa área investigativa. Quando se pesquisa atividades ufológicas é preciso estar atento ao ambiente envolvido e não somente nos casos acontecidos, porque este conjunto de informações abre espaço para as possíveis justificativas destas manifestações.

No primeiro ponto que paramos na localidade para começar nossas investigações, por obra do destino ou algo maior, conhecemos Socorro Alves, responsável pela Capela que ali se encontra. Pessoa acolhedora e de uma religiosidade admirável, logo facilitou nosso trabalho de campo, narrando os fatos que envolveram as aparições de Nossa Senhora da Conceição. Após uma conversa informal em um estabelecimento comercial ali presente, logo subimos aquele morro juntamente com o Senhor Vagner, morador local, para conhecer a capela e ouvir da mesma in loco uma retrospectiva das manifestações religiosas daquele santuário.

 Socorro contou-nos que em 29 de Abril de 1958, um morador daquela comunidade conhecido como Venâncio, homem de fé e temente a Deus, invocou a providencia divina para que amenizasse a seca que castigava aquela região. Se a graça fosse alcançada, o mesmo faria penitencia e orações. Naquele mesmo dia que fez o pedido, a noite sonhou com uma mulher que indicava aquele morro como local que o mesmo deveria cumprir o que prometera para conseguir a graça. No dia seguinte subiu aquele ponto específico e começou a realizar a sua promessa. No alto teve o seu primeiro encontro com uma mulher que logo identificou a aparição como sendo de Nossa Senhora da Conceição.Ao descer e seguir até sua casa pôde observar uma intensa chuva que marcou um ano de fartura, todo o legume e a plantação em geral indicaram que o seu sacrifício tinha sido atendido. A partir deste momento a sua família começou a participar das penitencias, e os vizinhos e curiosos conhecendo a história também se incorporaram às romarias.

Com o tempo padres celebravam missas no local e grandes peregrinações enraizaram-se naquela localidade, marcando um festejo que se inicia no final de novembro até o dia oito de Dezembro, que é consagrado a Nossa Senhora da Conceição. Socorro falou-nos que Venâncio teve vários encontros sobrenaturais e que também outras pessoas também puderam vivenciar a mesma experiência. Por ser ainda pequena na época dos intensos movimentos religiosos, lembra somente do senhor Ângelo Carlos, pedreiro daquela região e que fazia os serviços na capela. Conta ela que este senhor teve o seu primeiro encontro marcado por uma intensa ventania no alto daquele morro. Ela afirma conhecê-lo e garante que o mesmo é de bom caráter e de muita responsabilidade. Ainda hoje ele sustenta os seus encontros, e que o mesmo mais ouvia das aparições do que falava. Na sua última visão ela comentou que não mais apareceria, mas que o milagre continuaria. A sua ausência seria porque o lugar havia se transformado, a população não estariam vivendo a fé em sua totalidade. No período de festejos havia muita devassidão, bebedeiras, e que a objetividade de um ponto religioso e sagrado estava adulterado.

Socorro relatou-nos ainda sobre algumas rochas que os populares costumam levar daquele local para fazer remédios, aplicações sobre o corpo. Ela Relatou que pessoas testemunharam as suas curas devido ao produto (até de câncer). Lembrou-se de uma enfermeira que trabalhava no hospital São Marcos em Teresina (Piauí), com problemas de queimadura no braço. Já havia usado vários medicamentos e sem evolução no tratamento. Um certo dia a sua irmã, comentou com esta colega de trabalho se a mesma acreditava que poderia ser curada pela aplicação do pó daquela rocha. Confirmou para a amiga que se fosse para ficar boa teria fé. Em pouco tempo estava completamente sarada. Devido à cura a mesma levou o produto para sua filha e outras pessoas que residem em São Luis (MA) e até para São Paulo.
Tivemos informação que no passado estranhas luzes foram vistas sobre aquele morro, fazendo movimentos irregulares, circulares e de subidas e descidas. Outros fenômenos eram associados às estranhas movimentações de pássaros que se deslocavam para aquele ponto. Socorro confirmou que de sua casa que fica a um quilometro distante dali via estas aparições. Estes fatos foram mais intensos a uns quinze anos atrás.

2.Vigília em local místico

Após a narrativa de Socorro Alves naquele local de grande peregrinação religiosa, pedimos a permissão para passarmos a noite naquele ponto.Tivemos a confirmação da mesma que gentilmente deixou-nos à vontade e indicando os pontos onde poderíamos nos abrigar. Há próxima a capela algumas casas que servem para as atividades dos festejos no fim do ano. O local tem iluminação, mesa e balcão, contribuindo para que se realize algo tipo lanche, jantar etc.
Como o carro se deslocou somente até uma parte do morro, já que o resto é feito a pé devido às inclinações rochosas, voltamos para pegarmos mochilas e acessórios para a nossa pernoitada. Após um lanche reforçado e agilizando o melhor ponto de observação, preferimos ficar na parte lateral da Capela voltado ao ponto norte geográfico. Neste mesmo lado existe uma escadaria que dar acesso à imagem de nossa senhora da Conceição encravada na rocha.
Tínhamos a possibilidade de armar nossas redes na casa, mais preferimos ficar a céu aberto para melhor visualização. Quando a noite chegou, ficamos maravilhados e contemplando a imensidão do universo com suas infinitas estrelas. Já havia um bom tempo em que este visual nos causava saudade. Diante de algumas atualizações e reflexões do que havíamos progredido naquela pesquisa, discutimos por algumas vezes sobre o que faríamos na manhã seguinte.
A noite só não melhor para visualizar alguma atividade supostamente ufológica porque tivemos a companhia da lua. Era o dia posterior a cheia, e sua luminosidade sobrepôs aos outros pontos de menor intensidade. Sabíamos que dificilmente alguma atividade desconhecida poderia ser observada, mas o nosso objetivo era conhecer o lugar e estabelecer um novo ponto de contato e mapeamento. Mas à noite ainda nos reservava alguns fatos que vale aqui descrevê-los.

Num certo momento em que o grupo conversava, um membro sentiu sede e procurou nossa garrafa térmica com água. Tínhamos deixado na casa de apoio que fica a uns 40 metros do ponto que estávamos. Havia necessidade de uma lanterna porque as luzes que ali iluminavam estavam desligadas. No percurso, as escadarias necessitavam de boa visibilidade por causa de sua inclinação. Ao retornar notamos um semblante diferente naquele pesquisador que foi logo dizendo que alguém havia aberto as portas da capela. Era tarde da noite e o trajeto lá de baixo fica complicado de ser feito pela distancia e escuridão. Mesmo porque do alto acompanhamos o apagar das luzes dos moradores. Há única possibilidade seria uma brisa forte. Mais do ponto onde estávamos não foi percebido nenhuma.
Mais tarde outro membro do grupo levantou-se para fazer alguns alongamentos que são rotineiros em nossas vigílias, já que o desconforto de estarmos muitas vezes no chão nos causa dores musculares (Embora protegidos por colchão). Isso só acontece quando não temos a possibilidade de armarmos nossas redes para melhor contemplação do espaço a nossa volta. Neste percurso ele resolve ir até aos degraus que dar acesso a imagem cravada na rocha e ao tocá-lo chama outro integrante para fazer um registro de vídeo narrando o que sentiu. O mesmo não tem nenhuma crença religiosa, mas foi testemunha de arrepios que lhe fizeram refletir a necessidade e busca interior para assuntos religiosos. Foi categórico em afirma que era momento de novas reflexões.
Algumas horas mais tarde, nós conversávamos descontraídos e um terceiro membro observa uma luz que oscilou algumas vezes e com certo brilho a nordeste do ponto de vigília. Após alguns questionamentos sobre a estranha luminosidade, todos ficaram em silencio para observar outras manifestações. Meia hora depois novamente se repete o fato e em silencio escutamos um som que esclarece o acontecido. Era de fato um foguete (fogos de artifício) disparado com certa distancia e que levava alguns segundos para a propagação do som atingir-nos. Observamos ainda vários aviões que se deslocaram para a capital piauiense.A noite encerrou-se com cantos de corujas e pássaros noturnos.

3.Atividades ufológicas em Pau d´arco do Piauí

Pela manhã, após um café consumido ainda naquele santuário, resolvemos fazer um curto debate (registrado em vídeo) em frente aquela Capela para avaliarmos nossos pontos de vista. Das viagens realizadas a outros municípios ainda não tínhamos deparado com um lado da ufologia envolvida com a religiosidade. Um fato inusitado como este era necessário expor algumas reflexões pessoais in loco. Os ensaios foram positivos porque despertou no grupo a necessidade de constantes avaliações individual e também coletiva. Após o registro, descemos o morro e partimos para o município de Pau d`arco do Piauí que fica a uns quatro quilômetros aproximadamente daquela localidade.

Chegamos àquela cidade e logo nos encantamos com um visual diferente. O que nos chamou a atenção foi que embora o município seja pequeno, as ruas encontram-se alinhadas e bem calçadas. As praças com banheiro público e muito limpo, indicando uma boa administração. Não tivemos a oportunidade de conversar com a autoridade local, o que ficou para o nosso retorno. Mais fazendo uma rápida visão panorâmica pelo município constatou-se que os órgãos públicos (ex: sede da prefeitura, etc.) aparentavam uma constante reforma. Tudo indica que o crescimento municipal segue uma certa organização estrutural e arquitetônica, priorizando o avanço, mais com uma ótica bastante simétrica.
Conhecemos o senhor João Sergio, 54 anos, morador daquele município. O mesmo nos contou suas duas experiências mais próximas com o suposto óvni que vem aparecendo por aquela região há muitos anos. Afirmou que é costume dos populares presenciar o objeto luminoso se deslocando de um ponto a outro da serra local. A mesma, do ponto onde estávamos realizando a entrevista é visível. Às vezes o referido óvni em seu trajeto para por algumas vezes para depois reiniciar o seu percurso. A sua luminosidade é bastante intensa e de coloração vermelha.
Relembrou-nos que no ano passado (2006) no mês de novembro, saiu com seu cunhado para uma pescaria no rio gameleira que fica há alguns quilômetros do referido município. Este hábito é costume de grande parte da população local, e como tal seria uma noite qualquer se não tivesse vivenciado uma experiência inusitada. Como ele afirma em suas palavras:

– “… Eu tava lá no rio gameleira, (…) era dez e meia da noite, (…) tava eu e meu companheiro. Nós tava pescando ali calado, debaixo de uns pés bonito de ingarana (um tipo de arbusto). Numa sombra. (…) E quando demo fé vimo aquele claro vindo pra cima…. Na malha do rio é limpa…. E aquele claro vindo de lá pra cá…. Mais baixinho, ele vinha baixo que clareava a água, dando o refleco embaixo. Ai eu disse que diacho é isso agora! Ai eu parei a vara do anzol e fiquei calado na minha. Ai quando ele passou por nós, com aquela chiagem veia. Rapaz! …isso vinha um froco de luz!chega vinha clareando a água. Mais embaixo tinha outro pessoal que se esconderam. (…) O pessoal tem que se esconder!… Não pode fica perto, porque ninguém sabe o que é que ele quer fazer. (…)Ai ele passou direto…. Ai nós olhando pra ele, ele passou por cima da ponte, desceu na curva do rio, acompanhado o rio todo o tempo… Ai nós ficamo com medo. Desde desse dia pra cá, nós pesca mais com cuidado, (…) nós tem medo, ele já apareceu muitas vezes lá,… Tem nego que corre da malha do rio. (…) Ninguém sustenta, ele é um frio danado, quando vem é um vento. Desde esse dia pra cá eu vejo ele sempre passando aqui dá cidade lá na serra.”

[Mediador: Você deu para perceber o formato dele?] “… Não, ele é assim uma tarrafa, ele é feito assim de uma malhaDeu pra mim ver ele assim bem de perto, como daqui naquele poste, (…) mais ele é feito assim de uma malha, (…)ele não tem esse negócio de um tambozão(…).Só na frente ele tem assim um quadro, (…) mais ou meno assim de um metro na frente com aquelas tochas. (…)pra trás ele tem uma malha. (…) ele não é coisa boa que a gente confie nele!… ai todo mundo ficou com medo, todo mundo tem medo.” [Mediador: o barulho dele?]”…Não!…o barulho dele….ele não tem barulho!…o barulho dele é só aquele chiado que ele faz(…) aquele chiado e pronto, (…) ai ele vai se embora. (…) Não tem barulho como carro, nem avião. (…)Porque aquilo ali é um problema, ninguém não sabe o que ele quer fazer com a gente. (…)a gente tem que se esconder.”

[Mediador: Da outra vez que você viu?] “… Foi há três meses atrás, ele passou por cima desse pau bem ai! (…) descendo, (…) um farolzão que clareou essa faveira. (…) Por cima da faveira a gente via que a claridade dava nas folhas”.[Mediador: Qual era o horário?] “… Era umas três horas da madrugada, (…) eu tava deitado aqui na rede”.[Mediador: Nesse dia o senhor estava sozinho ou com alguém?] “… nesse dia eu tava sozinho. (…) de dias em dias ele passa”.[Mediador: que cor é essa luz?] “… Ela é assim vermelha, (…) é um froco, que eu quero que veja”.
Questionado sobre as pessoas que se encontravam no rio no dia do contato, se ele conhecia alguém, não pôde afirmar os nomes, pelo fato de só tê-los visto de longe. Porque cada um seguiu seu rumo depois do incidente. João Sergio finalizou a entrevista afirmando que: – “O rio gameleira ta aprovado pra ele”.

Como o nosso tempo é corrido, partimos para o rio gameleira para conhecê-lo de perto e estabelecer um ponto de vigília futura e de contato com alguns moradores. No caminho paramos em um estabelecimento comercial, havia alguns populares ali reunidos e existia a possibilidade de alguma informação sobre as supostas aparições ufológicas naquela região. Estávamos certo quando conversamos com o proprietário senhor António Cruz, este relatou que alguns populares já chegaram assustados em seu comercio porque foram perseguidas por uma luz que aparece em uma passagem (pequena ponte) a uns duzentos metros dali. Ele mesmo ainda não viu, mais contou-nos que presenciou um avistamento quando certa vez dirigia um caminhão ainda cedo da noite. Saiu do município de Altos e ao dobrar na bifurcação que dar acesso ao no município de Pau d´arco, percorrendo alguns quilômetros a frente e numa ladeira, viu uma intensa luminosidade invadir o interior do automóvel. Tentou situar a origem daquele objeto causador, mais como tinha que manter a atenção no volante, não conseguiu descobrir. Descartou ser algum meteoro, porque demorou um certo tempo e o brilho era muito intenso. Após alguns segundos tudo voltou ao normal, fazendo o resto do percurso sem nenhuma anormalidade.

Quando realizávamos esta entrevista, chegou aquele estabelecimento o senhor António Rita, morador daquela localidade. Ao ouvir a nossa conversa sobre as supostas luzes que interceptaram pessoas daquele lugar, foi logo afimando:
– “… Eu também já fui vítima, (…) eu mais compadre Timotio(…) lá naquela passagem, a meia noite”.
Após esta pequena conversa com este senhor nos dirigimos até as margens do rio gameleira. Fizemos um pequeno reconhecimento da área, algumas filmagens com narrações e estabelecemos o nosso futuro ponto de vigília. Pudemos comprovar que o rio é extenso, possibilitando caminhar sobre o seu leito pelo fato de ter muitas formações rochosas (Lajes). No local que paramos, existe ponto de abrigo indicando que a população local utilizam as suas águas para diversão e lazer.

Conversamos também com Evandro da Cruz Melo, morador da localidade Cocal que fica alguns quilômetros daquele rio. Este confirmou que alguns populares já presenciaram o fenômeno luminoso sobrevoando aquela área. O fenômeno já vem ocorrendo a uns quinze anos aproximadamente. Questionado se o mesmo já presenciou alguma aparição, foi categórico em dizer que: – “… graças a Deus não. (…) Mas aqui muita gente já correu”.
Depois desse diálogo, seguimos o percurso de volta, parando novamente em Castelete para agradecer Socorro pela atenção concedida. A viagem de volta a Teresina percorreu na maior tranqüilidade, chegando na capital piauiense próximo do meio dia. Decidimos durante aquele trajeto, a necessidade de nosso retorno e aprofundamento de nossas pesquisas naquela vasta área ainda intocável, do ponto de vista ufológico.
 

Participaram da pesquisa:
Leonardo, Francisco Aristides, Flavio Tobler,
 Igor Patrik, João Júnior.
Mediadores nas entrevistas:
Igor Patrik
Flávio Tobler 
Francisco Aristides 
Fotografia e Filme digital:
Francisco Aristides.
Gravação dos depoimentos:
João Júnior
Igor Patrik.
Apoio Técnico:
João Júnior
Leonardo 
Coordenador da pesquisa:
Igor Patrik
Filmagens VHS:
Flávio Tobler
João Júnior
Redação:
Flávio Tobler

Núcleo da UPUPI
Junho de 2007

Em uma segunda visita, tiveram conhecimento de novos casos. Do apurado das visitas, Flávio Tobler escreveu o texto abaixo. Confira:  

Por Flávio Tobler
(Equipe UPUPI)

10598437_360811840736342_1139498772_n

A nossa recente viagem ao povoado Castelete (02 e 03 de junho de 2007) tinha sido muito proveitosa. O nosso objetivo principal havia se realizado. Uma nova área de investigações onde envolvia ufologia e religiosidade tinha sido experimentada pelo grupo. Conhecemos in loco um lugar místico e determinamos um novo ponto de vigílias futuras. Parte da comunidade local teve conhecimento do nosso trabalho e isto cria facilidades para futuras investigações. O resultado desta pesquisa de campo encontra-se disponível no artigo anterior da nossa página (www. upupi.com.br ). O lugar pertence ao município de Pau d’arco do Piauí que fica a uns quatro quilômetros dali aproximadamente. Este por sinal totaliza uns 70 Km de percurso da capital piauiense (Teresina).
Nesta viagem anterior havíamos conhecido este município e no limite de nosso tempo também o rio gameleira. Nestas rápidas incursões e conversas com populares descobrimos que a região é também rica em avistamentos supostamente ufológicos. Tínhamos estabelecido numa reunião posterior a esta viagem, que o nosso retorno àquela região era essencial para nossas investigações e possivelmente uma vigília naquele rio de tantos relatos. Viagem marcada ficou determinada que a nossa partida seria no dia 22 de junho de 2007. O nosso retorno naturalmente seria no dia seguinte (23) como de praxe. Sairíamos na manhã do sábado para termos mais tempo de investigação e acomodamento para a vigília. Todas as previsões aconteceram conforme nosso planejamento, e de fato no dia marcado fizemos essa jornada.
A equipe envolvida nesta pesquisa foi maior que a anterior, alguns componentes que não puderam participar da ultima viagem estavam ansiosos para cair em campo e vivenciar a tão saudosa vigília. Somente quem participa deste monitoramento local sabe o significado que envolve tal ato. Muitos não sabem dos bastidores destas jornadas, onde nos desligamos temporariamente de nossas vidas cotidianas e o relacionamento grupal estimula novas reflexões. Nascem novas idéias e aguçam-se os pensamentos e planejamentos. Também há momentos de lazer e o convívio próximo com a comunidade nos convida a refletir no que fazer futuramente por elas.

Os integrantes do grupo (08) foram divididos em dois carros, bem como o material de pesquisa e alimentação.Tínhamos a preocupação com um dos carros pelo fato de não possuir pneu de socorro, o mesmo havia sido furtado e o cuidado na estrada era redobrado.  Saímos próximo de 11:00 horas e tínhamos a intenção de almoçarmos no Castelete ou no município de Pau d’arco do Piauí. Chegamos ao povoado depois do meio dia e o estabelecimento do senhor Vagner encontrava-se fechado. Após uma unânime decisão partimos a sede do município para procurar nosso ponto de contado anterior (João Sérgio). Na entrada daquela cidade um dos carros fura o pneu. Por sorte era o outro veículo, mas daquele ponto em diante ambos estavam na mesma situação. Complicou-se ainda mais quando procuramos uma borracharia e ao chegarmos na mesma deparamos com o equipamento quebrado para retirada do pneu da calha.

Tínhamos a intenção de almoçarmos no estabelecimento de João Sergio, e como havíamos esquecidos de anotar o contato com o mesmo para avisar de outras viagens futuras, no local não tinha comida para todo o grupo. Mas com a hospitalidade que é natural de muitos municípios piauiense, o nosso amigo providenciou um almoço caprichado. Tivemos que esperar um pouco, e somente próximo das 14:00 horas daquele sábado saciamos nossa fome com uma conversa informal. Cidade pequena não espera repentinamente visitantes ou turistas, a não ser que tenha eventos ou avisada antecipadamente.

Após aquele almoço conversamos um pouco para aliviar a digestão e depois das 15:00 horas dividimos o grupo para um giro pela cidade. Nossa intenção era filmar e fotografar alguns pontos importantes. Bem como depois procurar autoridades locais para uma conversa de cunho ufológico, potencialidades locais e organização municipal. Uma das equipes foi até a delegacia para se inteirar de alguma queixa sobre perseguições supostamente ufológica. Como a autoridade militar não se encontrava no lugar, quem recebeu o grupo foi apenas um soldado que estava de plantão. O mesmo não quis gravar entrevista, mas afirmou em “of” sobre uma experiência que vivenciou alguns anos atrás no município de Passagem franca (PI). Estava numa espera quando viu um objeto muito luminoso pousar no solo próximo. Ficou observando aquele artefato por um tempo, mas sem coragem de se aproximar do mesmo para saber do que se tratava. Resolveu descer da espera e ir embora assustado com aquilo.

O segundo grupo dirigiu-se para a casa do vice-prefeito, tínhamos informação que Expedito Sindô (atual prefeito) ali se encontrava. Ao chegarmos fomos bem recebidos, e após nossa identificação que é corriqueira, conversamos por um longo tempo. Expedito é uma pessoa muito simples e articulada, e que tem boas intenções para o município. Não temos preferência partidária, o caráter do nosso trabalho é outro. Mas encontrando algo que julgamos certo é interesse nosso descrever para que sirva de exemplo. Quando se chega àquela cidade, embora não se conheça ainda quem administra, pode-se observar que a mesma e limpa, planejada e com um bom calçamento. Ele confirmou estes detalhes já percebidos pelo grupo e ainda falou sobre outros. A população não paga IPTU, nem água. O pagamento do funcionalismo é algo intocável. As ações no município são feitas com o fundo de participação, o que demonstra que mesmo com estes recursos, tendo boas intenções pode-se fazer muito por uma comunidade. As terras do município foram doadas a população local por Expedito, pois antes pertenciam aos seus familiares.

Outrora havia apenas três famílias, hoje são mais de quinhentas. Por este ato de entregar lotes aos populares gerou intrigas partidárias que o denunciaram a justiça. O mesmo faz questão de afirmar que a única terra que quer um dia é a do seu sepulcro.
Afirmou que a população vive basicamente da agricultura, e o potencial do município é a produção da cajuína. Na saúde fez uma comparação a outro município próximo, este com cinqüenta mil habitantes tem apenas uma ambulância para uso local, já Pau d’arco com três mil habitantes aproximadamente possui três. Falou ainda sobre muitas coisas, inclusive sobre sua experiência supostamente ufológica. Comentou que ouve de muitos populares esses relatos, mas devido o cargo que exerce e a vida agitada de uma autoridade municipal que presta serviços durante toda semana, pouco lhe resta tempo para estes questionamentos.

Contou-nos que a uns quatro meses atrás (fevereiro ou março) saiu de sua residência para ir à casa de um conhecido (Dias neve) que fica na parte inicial da cidade. Era noite, o horário indicava não ser muito tarde. Ao chegar aquela casa sentiu vontade de ir ao banheiro, e ao deslocar até a porta do referido lugar observou indiretamente uma claridade ao fundo da casa. Logo quando saiu, foi até ao fundo daquela residência para inteirar-se do que se tratava realmente. Surpreso, verificou que um objeto luminoso havia pousado sobre uma vegetação local distante aproximadamente uns cinqüenta metros. O mesmo de coloração azulada e intensa. Diante daquele fato inusitado, veio em pensamento à lembrança de um ente querido que tinha falecido há pouco tempo (Bené). Perante este fato narrou-nos o seguinte: – “… Eu achei que tivesse coragem para enfrentar aquela situação, mas tive medo”. Depois pensando que não tinha nada a ver com aquilo, tratou de ir embora e depois contou aos seus conhecidos o episodio.

Após um café que gentilmente nos ofereceu e de novos fatos sobre a cidade, fomos obrigados a nos despedir e seguir rumo ao rio gameleira para nossa vigília. Como a conversa estava muito boa, se ficássemos entraria por noite adentro, mas corremos contra o tempo e era interesse chegar ainda claro para achar local ideal e providencia nosso tão conhecido “grolado” (refeição noturna). Expedito até nos convidou para jantar, mas deixamos para outra oportunidade.
Da cidade até as margens daquele rio, percorremos ainda uns cinco quilômetros aproximadamente. A atenção nossa foi dobrada porque os dois carros não tinham pneu de socorro e a estrada é carroçável com pequenas pontes de madeiras com tocos. Outra preocupação surgiu quando deixamos a cidade rumo ao lugar de vigília. Nossa câmera de VHS caiu do carro, danificando certos componentes. Até questionamos se algo aparecesse e não conseguíssemos filmar, seria realmente uma grande ironia do destino.

Armamos a barraca às margens do rio, próximo a ponte, num gramado que dava boa observação para o espaço e a nossa volta. Colocamos um longo plástico sobre o solo para depois sobrepô-los com os colchões. Após um banho naquelas águas hidratantes e de energias renovadas, fizemos nossas refeições. Ao cair da noite cada um posicionou-se para observar um ponto especifico do cosmo e a vegetação local. Estávamos de olho também no curso do rio, já que muitos populares freqüentemente pescam em suas margens sendo surpreendido pela passagem do suposto objeto luminoso.
Havia de certa forma uma preocupação, principalmente com a câmera que estava posicionada no tripé para um possível registro. João Sérgio havia dito que alguns dias atrás, populares que moram próximo ao rio viram este objeto em suas margens. Obrigando-os a fugirem do local. Na vigília realizada havia grande possibilidade de um contato e ao longo da noite pudemos observar estranhas movimentações luminosas que se mantinham a uma certa distancia. Muitas que foram descartadas de fenômenos e artefatos conhecidos (aviões, satélites, meteoros etc.). Luzes de coloração amarelas, azuis foram presenciadas pelo grupo, algumas que piscavam e outras se camuflando entre uma árvore e outra. Pareciam que estavam evitando aquela área, ou se de fato as suas incursões eram por outras localidades. Tínhamos a presença da lua que se aproximava de cheia, e isso tem demonstrado uma certa ausência destes artefatos luminosos mais próximos. Os óvnis preferem noites totalmente escuras. Ao que tudo indica é melhor para suas camuflagens e somente aparecendo já muito próximos dos contatados. Tentamos algumas vezes fazer alguns registros em vídeo, mas devido a distancia, o equipamento não ajudava, e a fonte de luz era difícil localiza pela câmera. Queríamos de fato era que “ele” fizesse o seu percurso pelo leito do rio. Com certeza neste deslocamento teríamos os seus registros (vídeo e fotografia).

Ao longo da madrugada o clima alternava-se em agradável e muito frio, obrigando alguns integrantes do grupo procurarem a certa hora refúgio dentro do carro. Observamos ainda de longe a luminosidade e barulhos referentes às festividades juninas de algum município próximo, não dando para caracterizar qual de fato seria. Pela manhã, após nosso café ainda naquele lugar, arrumamos nossas bagagens e retornamos a Pau d’arco. Ainda permanecemos alguns instantes naquele município e as 8:30 seguimos o percurso de volta a capital piauiense.
Por se tratar de uma área nova para pesquisas ufológicas, observamos ainda com dados preliminares e superficiais, que aquela região é monitorada por suposto(s) óvni(s). Os fatos acontecidos parecem que vem ocorrendo a mais de quinze anos, e isso demonstra que alguns atrativos sejam minerais, vegetais, humanos ou algo ainda desconhecido, tem despertado o seu interesse. As incursões constantes deste(s) artefato(s) luminoso(s) pela cidade e no rio, indica também quem sabe que o(s) mesmo(s) tenha(m) uma dependência ou até incumbência de fazer o seu próprio trabalho de campo de forma mais avançada.


       Participaram da pesquisa:
           Samuel, Leonardo, Flavio Tobler, Israel, João Júnior,
Igor Patrik, Luís António, Francisco Aristides (tirando foto). 

Mediadores nas entrevistas:
Igor Patrik
Flávio Tobler 

Fotografia e Filme digital:
Francisco Aristides
Samuel

Apoio Técnico:
Leonardo
Israel
Luís António 

Coordenadores da pesquisa:
Igor Patrik
Flávio Tobler

Filmagens VHS:
João Júnior
Igor Patrik
Flávio Tobler

Ilustrações e
Redação:

Flávio Tobler
Núcleo da UPUPI
Julho 2007

____________________________________

TEXTO EXTRAÍDO DE ARTIGOS PUBLICADOS EM:

http://www.upupi.com.br/artigoflavio23.html

http://www.upupi.com.br/artigoflavio24.html

POSTADO POR: JOSÉ GIL BARBOSA TERCEIRO

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

VEJA.com

Notícias sobre política, economia, celebridades, mundo e esportes. Coberturas e reportagens especiais em TVEJA.

Me desculpem, não foi de propósito!

Devaneios irreais sobre uma vida real.

O FOLCLORE BRASILEIRO

O Folclore é uma das nossas mais importantes culturas. Vamos manter a tradição, cultivá-la, divulgá-la, usufruí-la etc.

Se Conto Ninguém Acredita

Histórias de um Subconsciente Pouco Convencional

Colecionador de Sacis

Desde 2015 tirando o folclore da garrafa

Raiz Cultural

Consolidando Cultura Piauiense

Causos Assustadores do Piauí

Mitos, visagens, lendas, ovnis, ets, fenômenos e causos assombrosos do Piauí

WordPress.com em Português (Brasil)

As últimas notícias do WordPress.com e da comunidade WordPress

%d blogueiros gostam disto: