MANDU LADINO, O PROTETOR DO SURUBIM

(Altos, Piauí)

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Há muitos anos atrás, em fins do século XVII e início do século XVIII, viveu no Estado do Piauí, um dos mais bravos guerreiros indígenas de que se tem notícia. Não se trata de lenda, nem invencionice popular.
Existiu de verdade, e há indícios de que tenha nascido no território que pertence hoje à cidade de Altos, onde diz-se que viveu até os 12 anos de idade, quando ficou órfão de pai e mãe, e foi recolhido ao aldeamento dos cariris, perto de Recife, para estudar e ser cristianizado por jesuítas. Ali, ao ser batizado, recebeu o nome cristão de Manoel Latino. Como os índios não conseguiam pronunciar muito bem o seu nome, acabou sendo chamado de Mandu Ladino.
Todo o tempo que permaneceu ali não o fez esconder o ódio pelo homem branco, que havia exterminado sua família e o seu povo. Ao presenciar os jesuítas queimarem seus ídolos religiosos, vestimentas e outros objetos de adoração de seu povo, fugiu do aldeiamento e uniu-se a vários indígenas cariris que buscavam o vale do Longá, no Piauí, região que compreende, entre outras, as terras altoenses. Acredita-se, assim, que desejava voltar à terra de seus ancestrais.
No entanto, antes de chegar ao seu destino, foi aprisionado e vendido como escravo para um criador de gado que com o passar do tempo conquista a sua confiança trabalhando muito tempo como escravo-vaqueiro na Fazenda Alegrete. Como condutor de boiadas, conhece várias tribos da região, até que em uma de suas viagens de rotina, no ano de 1712, se revolta ao presenciar uma índia sendo brutalmente morta por soldados portugueses. Inconformado com essa cena, ele foge e se une à aldeia dos Kumyarés, uma tribo de índios Aranis.
Dali reuniu índios de outras tribos no intuito de expulsar os brancos da região, ocasião em que, retornando ao local, extermina toda a guarnição militar, ateando fogo nas casas, matando os homens brancos e libertando os índios cativos.
Percebendo que o poderio militar dos brancos era superior ao dos índios, inicia o processo de “Confederação dos índios Aranis”, aliando-se, assim aos índios Piracurucas, Acaraús e Itapajés, de modo que todas as tribos passaram a ser lideradas por Mandu Ladino, que se revela um grande estrategista, elaborando ações organizadas que levaram os numerosos homens sob seu comando a serem apelidados pelos brancos como “índios de corso”, em uma alusão à pirataria. Em pouco tempo, os índios de Mandu se tornaram o terror dos fazendeiros e donos de engenho. Ao longo dos anos, atacou o homem branco tentando expulsá-los das terras piauienses, episódio que ficou conhecido como “Revolta de Mandu Ladino”.
As ações por eles desenvolvidas fizeram com que o governo organizasse uma expedição sob o comando do Mestre de Campo Antonio da Cunha Souto Maior, mas os índios de Mandu Ladino massacraram esse exército, de modo que isso lhes revigorou de uma confiança que intensificou os ataques às fazendas e engenhos.
Dois anos depois, contudo, o governo elaborou nova expedição, dividida em duas linhas de frente: uma saindo do Piauí, sob o comando do Mestre de Campo Bernardo de Carvalho Aguiar e outra saindo do Maranhão, sob o comando de Francisco Cavalcante de Albuquerque. Desse confronto, os índios aranis foram quase que completamente dizimados.
Depois disso, Bernardo de Carvalho, fixou-se por um tempo na região hoje pertencente a Campo Maior, erguendo ali uma igreja, dedicando-a de Santo Antonio do Surubim. Dessa forma, nasce uma nova cidade em torno da construção da igreja, no caso, a cidade de Campo Maior, que tem como padroeiro Santo Antonio. O nome Surubim, no caso, deriva de um rio que nasce na região de Altos, descendo rumo a Campo Maior, onde desemboca no Rio Longá.
Cerca de um ano depois, Bernardo de Carvalho parte novamente no encalço de Mandu Ladino, dando início a uma guerra. Um dia, Mandu viu-se cercado em uma das ilhas do Delta do Parnaíba, ocasião em que resolveu atravessar o rio com outros índios em uma balsa, na intenção de chegar ao Maranhão, onde pretendiam pedir ajuda aos índios Timbira para chegarem às Terras do Oeste, posteriormente chamada de Amazônia. Os brancos, na margem, começaram a atirar contra Mandu e seus homens. Os corpos foram caindo um a um e se tingindo de sangue, de modo que o grande líder indígena, buscando proteger-se das balas, se atira no rio, onde é tragado pelas águas, desaparecendo, assim, da existência mortal, o que se deu aproximadamente entre 1717 e 1719.
Alguns dos índios de Mandu conseguiram se salvar nesse episódio, embora a maioria tenha sido eliminada. O governo considerou pacificada a capitania do Piauí após esse episódio. Acredita-se que os índios sobreviventes tenham seguido o plano de fugir para a Amazonia, onde conta-se a lenda de uma tribo antiga que se autointitulava de índios Dikosso e diziam, geração após geração, ter vindo, muito tempo antes, do leste, das terras do sol nascente, e das grandes campinas das margens de um rio chamado Alongá, fugindo de uma grande batalha contra os brancos, onde eram liderados por seu cacique, que chamava-se Mandu.
Reza a lenda que Mandu não morreu nas águas do Rio Parnaíba.
Foi resgatado pela Iara, uma espécie de sereia da mitologia índia responsável pela proteção das águas, que, compadecida dele, deu-lhe a alternativa de seguir sua jornada para a “Terra Sem Males”, para onde partiam o espírito dos índios que desencarnavam, ou ser encantado para lhe auxiliar na proteção das águas do rio Surubim, que já havia sido chamado de rio Cobras e nasce em sua terra natal, ou seja, em Altos, Piauí, onde suas águas brotavam de onze nascentes, e corre para Campo Maior.
Caso aceitasse deveria viver naquelas águas, protegendo-as da ação do homem branco. Aceitando o encargo, Mandu recebeu o poder de se transformar em um enorme Surubim, ou, por vezes, em uma gigantesca cobra d’água. Às vezes, poderia ainda assumir a forma humana, caso entendesse necessário.
Assim, poderia continuar a sua luta contra o homem branco, que havia dizimado o seu povo, ainda que agora em defesa da natureza.
Há registro de que, vivo, em suas batalhas, Mandu Ladino teria passado por diversas vezes em território altoense e em regiões próximas, como, por exemplo Campo Maior e Alto Longá.
Dizem que suas tropas costumavam percorrer trilhas que margeavam rios, pois assim tinham água para matar a sede à sua disposição.
Desse modo há indícios de que tenham percorrido as margens dos Rios Longá, Parnaíba, Igaraçu, Gameleira e Surubim. Assim, sempre poderiam se servir das águas dos rios para banhar e beber.
Campo Maior começou a se desenvolver com Mandu ainda vivo, mas Altos só começou a ser povoada com maior intensidade a partir de 1800, com a chegada da família de João de Paiva de Oliveira, que, fugindo da seca no interior do Ceará, se fixa nas terras que viriam a formar o município hoje habitado pelos altoenses, muito embora houvessem homens brancos situados em território altoense desde fins do Século XVII ou início do século XVIII, como é o caso de Dâmaso Pinheiro de Carvalho.
Na época de Mandu, o Rio Surubim cortava a céu aberto o solo que hoje pertence à área urbana da cidade de Altos. Mandu enfrentou com bravura o homem branco e fez de tudo para proteger o rio, nas terras em que este nasce.
Altoenses mais velhos contam a lenda de uma enorme cobra voadora que aterrorizava o povo dessa cidade e depois sumia nas águas do riacho. Era, no caso, Mandu, que tentava assustar o homem branco para que fugisse das proximidades do rio. Por vezes se apresentava na forma humana, como um guerreiro indígena que, com suas flechas, espantava pessoas que insistiam em devastar matas ciliares, poluir ou assorear o rio, bem como a pescadores que não respeitavam o período de reprodução, e depois mergulhava no rio.
Ali se disfarçava como cobra ou peixe, formas que também utilizava para espantar as pessoas das águas. Apesar da proteção de Mandu, o processo de urbanização foi sepultando o rio pouco a pouco na cidade de Altos. Sob seu leito foram sendo construídas ruas, casas e edifícios comerciais, alterando o curso das águas.
As mudanças causaram inúmeros prejuízos ao rio, que na zona urbana da cidade, em vários trechos corre por galerias subterrâneas ou a céu aberto, no percurso descrito. Em outros trechos, o rio corre pelas próprias ruas ou por um leito hoje bem menos profundo que em tempos antigos, o que se deve ao assoreamento e à devastação das matas ciliares, típicos da ação humana sobre o meio ambiente.
Essas mudanças, por óbvio, não agradaram a Mandu. Vendo que perdia a batalha, resolveu pedir ajuda a Iara, que lhe concedeu o poder de controlar as águas.
Mandu então passou a agir de forma a ensinar ao homem branco uma lição que todo índio de sua época sabia bem: não é a natureza que deve se dobrar ao homem, mas sim o contrário.
Cegos em seu orgulho, o homem branco não havia percebido essa lição até bem pouco tempo. Até hoje desenvolvem ações que depredam o meio ambiente e, com isso, acabam prejudicando a si mesmos, eis que, independentemente de sua cor, assim como os índios, precisam também dos recursos naturais para sobreviver.
Mas os homens da cidade de Altos, só começaram a se dar conta disso após as ações desenvolvidas por Mandu após adquirir o controle sobre as águas que formavam o rio Surubim.
A fúria de Mandu, por muitas vezes, fez com que as águas inundassem as ruas da cidade que chegaram a invadir casas e comércios, causando doenças e danos materiais ao povo da cidade. Em razão disso, por vezes o poder público tentou realizar obras que pudessem conter as águas, mas estas nunca se mostraram suficientes a conter a fúria de Mandu Ladino. Mesmo depois de tantas realizações pelos governantes, as águas tornaram a inundar as ruas da cidade em diversas ocasiões. Vez por outra, nessas ocasiões, as pessoas que passavam pelas áreas alagadas altas horas da noite diziam ver um índio à margem da água, olhando para elas fixamente de forma intimidadora.
Embora tenha recebido a missão de proteger todo o rio surubim, as aparições de Mandu quase sempre foram registradas em Altos. Uma das razões disso acontecer é o fato das águas do rio nascem nas terras altoenses. Se o rio morrer em Altos, não existirá em Campo Maior e nem chegará ao Rio Longá, o que afetará, também, aquele rio. Uma outra razão é que, quando humano, foi em Altos que Mandu nasceu, e foi também nessa cidade, que sua família e os outros membros de sua tribo, foram dizimados pelo homem branco tempos atrás. Ele não perderia a oportunidade de punir o povo que dizimou sua gente e tomou posse das terras de seus ancestrais. Sua fúria, inclusive, só aumentou desde que se encantou, proporcionalmente à destruição causada pelo homem.
Ademais, Mandu tinha um dívida com o rio, que tantas vezes lhe permitiu banhar e beber. É possível que, em vida, tenha habitado região próxima ao leito do Surubim em Altos. As pessoas mais velhas que habitam região próxima, ali pelo Conjunto Mutirão II, dão conta de que em algum lugar por ali havia antigamente um cemitério indígena, coisa que ouviram de seus pais e avós. Acredito que podem ser os restos dos bravos guerreiros Aranis, da tribo em que nasceu Mandu, hoje sepultados sob casas, comércios e logradouros.
Por todos os lados se vê até hoje vestígios da passagem do guerreiro por essa região. Entre Altos e Campo Maior, não muito longe do leito do Surubim, há na zona rural uma comunidade muito antiga chamada Mandu.
Em Coivaras, em terras antes pertencentes a Altos, perto do Rio Gameleira, há uma comunidade que antigamente era chamada Ladino, e que hoje engloba as seguintes localidades rurais: Bacuri, Boa Sorte, Garcinha, Alegre, Bom Passar, Carnaubal, Bonsucesso, Cajueiro, Canto Verde, Macacos, Tucuns, Alagadiço, Patos etc. Ali também foram encontrados vestígios de povos indígenas.
É certo que hoje em dia não se vêem mais tantos índios no Piauí… A maior parte foi exterminada, mas muitos habitantes de Altos, bem como de cidades vizinhas, possuem um ancestral indígena em sua árvore genealógica.
Eu mesmo conheço alguns que dizem ter bisavós ou avós índios.
No fundo, nessa miscigenação de raças, somos todos descendentes desse bravo povo que habitou nossas terras em eras ancestrais. Infelizmente, não aprendemos as suas lições. Pendemos para a devastadora cultura dos brancos europeus, e, por isso, ainda hoje sofremos os efeitos da fúria de Mandu Ladino.

REFERÊNCIAS:

 

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TEXTO: JOSÉ GIL BARBOSA TERCEIRO

ILUSTRAÇÃO: DOUGLAS VIANA

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